Glossário do fretamento
A terminologia do fretamento em linguagem clara — as palavras que operadores e corretores usam, e o que significam para sua viagem e sua fatura.
Air Operator Certificate (AOC / Certificado de Operador Aéreo)
A licença nacional que permite a uma empresa vender voos ao público — o equivalente fora dos EUA a um certificado FAA Part 135.
Aprovação do proprietário
O aval do proprietário exigido antes que uma aeronave gerenciada possa realizar seu fretamento — por que algumas confirmações levam horas em vez de minutos.
APU (Auxiliary Power Unit / Unidade Auxiliar de Potência)
A pequena turbina na cauda que fornece energia e refrigera a cabine antes de os motores serem acionados — por isso o jato está confortável quando você embarca.
Block time (tempo de bloco)
O tempo total desde o momento em que a aeronave começa a se mover até estacionar — o tempo sobre o qual são cobradas as tarifas horárias de fretamento.
Cabin altitude (altitude de cabine)
A altitude efetiva que seu corpo experimenta dentro da cabine pressurizada — quanto menor, mais revigorante, e os jatos mais novos chegam bem mais baixo.
Catering
Comida e bebida a bordo de um fretamento — o que vem como padrão, o que você encomenda e quanto de fato custa por pessoa.
Classificações ARGUS e Wyvern
Auditorias de segurança independentes que classificam operadores de fretamento além do mínimo legal exigido pelo certificado.
Condições de gelo conhecidas (known icing)
Formação de gelo na estrutura em voo, prevista ou reportada — condições que algumas aeronaves menores não são certificadas ou não estão bem preparadas para enfrentar no inverno.
De-icing (degelo)
Remoção de contaminação congelada antes da decolagem — legalmente exigida, dependente do clima e um repasse de US$ 1.500–15.000 nas faturas de inverno.
Deadhead
Um trecho voado sem passageiros a bordo — a aeronave ou a tripulação se reposicionando para onde está o trabalho pago.
Dias de pico
Datas de alta demanda em que os preços de fretamento carregam prêmios, os mínimos apertam e a disponibilidade desaba.
Empty leg (perna vazia)
Um voo de reposicionamento vendido com desconto — muitas vezes 25–75% abaixo do preço normal de fretamento somente de ida.
FBO (Fixed-Base Operator)
O terminal privado de onde seu fretamento realmente parte — sala VIP, pátio, abastecimento e handling, sem filas nem portões.
Federal Excise Tax (FET)
O imposto americano de 7,5% sobre o transporte doméstico de fretamento, mais pequenas taxas de segmento por passageiro.
Floating fleet (frota flutuante)
Aeronaves operadas sem base fixa — elas ficam onde a última viagem terminou, o que muda o preço da ida por completo.
Fuel stop (tech stop)
Um pouso curto para reabastecer quando o trecho excede o alcance prático da aeronave — normalmente 45–60 minutos no solo.
Gray charter (fretamento cinza)
Fretamento ilegal — voos privados (Part 91) vendidos ao público como se o operador tivesse um certificado comercial.
Horário de decolagem (wheels-up)
O momento em que a aeronave deixa a pista — a âncora a partir da qual todo cronograma de fretamento é construído de trás para frente.
Jet card (cartão de horas)
Um programa de fretamento pré-pago com tarifas horárias fixas — conveniência em troca de um grande depósito e do compromisso com um único fornecedor.
Limites de jornada e descanso da tripulação
Os limites regulatórios de quanto tempo as tripulações de fretamento podem trabalhar e voar — o relógio oculto por trás de atrasos, cancelamentos e custos de pernoite.
Matrícula (tail number)
O registro único da aeronave — a chave para verificar exatamente qual aeronave, e qual operador, está levando você.
Mínimo de horas diárias
O piso que a maioria dos operadores cobra por dia em que uma aeronave fica comprometida com você — tipicamente 2 horas, mesmo que ela voe menos ou fique parada.
Part 135
As regras da FAA para voo comercial sob demanda — o certificado que torna legal a venda de voos de fretamento nos EUA.
Part 91
As regras da FAA para voo privado, não comercial — legal para proprietários que voam a si mesmos, ilegal para vender ao público.
Requisitos de pista
O comprimento de pista que cada aeronave legalmente precisa para decolar e pousar — por que alguns aeroportos excluem alguns jatos, sobretudo em condições de calor e altitude.
Slots e PPR
Permissões antecipadas que aeroportos restritos exigem para cada chegada e partida — e uma restrição oculta no timing do fretamento.
Taxa de voo vazio (ferry fee)
Uma cobrança explícita numa cotação de fretamento por voar a aeronave vazia até ou da sua viagem — o custo de posicionamento tornado visível.
Taxas de pátio e de handling
O que os FBOs cobram por estacionar e atender a aeronave — rotineiramente US$ 100–1.500 por parada, e muitas vezes dispensadas com a compra de combustível.
Tempo de turnaround
O tempo mínimo de solo que uma aeronave precisa entre trechos — normalmente 45–60 minutos para um turn rápido, mais do que os passageiros esperam.
VIP airliner
Uma fuselagem de avião comercial com interior privado sob medida — quartos e lounges em vez de fileiras — distinta dos bizliners configurados como shuttle.
Voo de posicionamento (ferry)
Voar a aeronave vazia até onde começa a viagem paga — o custo invisível dentro da maioria das cotações de fretamento.
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